Alfenas cria comitê de enfrentamento a surto de sarna; doença atinge 150 pessoas e fecha creches
04/09/2026
(Foto: Reprodução) Alfenas cria comitê de enfrentamento a surto de sarna.
A prefeitura de Alfenas(MG) criou um comitê de enfrentamento para acompanhar o surto de escabiose, popularmente conhecida como sarna humana, na cidade. Cerca de 150 casos foram confirmados. Duas creches municipais tiveram as aulas suspensas após contágio em alunos e funcionários.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
A prefeitura, em parceria com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS-Minas), estabeleceu um grupo especial para atendimento dos casos diagnosticados e controle da transmissão.
Os primeiros casos começaram a ser registrados no final de agosto. A confirmação de contaminados pela doença levou à suspensão temporária das atividades em dois Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis).
No Cemei Dona Vanja, conhecido como Beija-Flor, no bairro Campos Elíseos, a Vigilância Epidemiológica confirmou 20 casos, sendo 18 crianças e dois servidores. No Cemei Professora Maria Conceição Carvalho, conhecido como Dona Zínica, no bairro Jardim São Carlos, foram 25 casos, 19 deles de alunos e seis de servidores.
Escabiose, doença popularmente conhecida como sarna, foi identificada em estudantes de São Mateus
Freepik
De acordo com a médica infectologista Luisa Patrícia Fogarolli, a doença é transmitida por contato próximo e prolongado.
"Ela é transmitida pelo contato prolongado e íntimo, um contato pele a pele. Então, pessoas que dormem na mesma cama, as mães que abraçam, dormem junto com as crianças, as crianças de berçário, crianças menores, que têm o hábito de, nas brincadeiras, abraçar o coleguinha, ficar muito próximo. Então é esse contato próximo e prolongado que vai ser responsável", informou.
Alfenas anuncia comitê e medidas contra sarna após a confirmação de 150 casos
Segundo a médica, a escabiose causa lesões avermelhadas que causam coceira, que é mais intensa no período noturno. Ela ataca sobretudo áreas mais quentes do corpo, como axila, virilha, entre os dedos. Em crianças menores, também pode atingir mãos e pés.
Ela ressalta que a sarna humana não é transmitida por animais. "A sarna do animal é por outro ácaro e ele não consegue causar a doença no humano", esclareceu.
Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas