Investigação da PF e da Receita Federal mira fraudes em créditos fiscais que causaram prejuízo de R$ 770 milhões aos cofres públicos

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Apreensões de operações da PF e da Receita Federal deflagradas nesta quinta-feira (7) Divulgação/Polícia Federal A Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta quinta-feira (7), duas operações com o objetivo de desarticular organizações criminosas especializadas no uso de créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como "títulos podres", para a compensação indevida de débitos tributários federais. Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em cerca de R$ 770 milhões. Segundo as investigações, os criminosos, por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, captavam empresários e prefeituras com dívidas fiscais junto à Receita Federal e ofereciam serviços para a redução dos débitos. "Porém, os artifícios que eles utilizavam eram ilegais, porque eles ofereciam títulos inexistentes para reduzir os valores que empresas e prefeituras deviam. Documentos falsos também, eles enviavam declarações com informações falsas para a Receita Federal", explicou a superintendente adjunta da Receita Federal em MG, Viviane Lopes Franciscani. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os criminosos utilizavam, por exemplo, créditos oriundos de ações judiciais antigas baseadas em escrituras falsas, títulos da dívida externa prescritos e documentos de terras inexistentes ou irregulares como forma de pagamento à Receita Federal. Inicialmente, eles conseguiram obter certidões negativas de débito para as empresas e prefeituras. Mas, depois de a fraude ter sido descoberta pela Receita, os impostos voltaram a ser cobrados dos devedores, acrescidos de multas e juros. "Então, acabava que o empresário tinha o prejuízo do valor que ele devia, do valor que ele pagava à consultoria, que era, em média, 30% do valor da dívida que a empresa tinha, mais multa e juros quando a Receita chegava a atuar", explicou Viviane. Ao todo, foram cumpridos 69 mandados de busca e apreensão e dez de prisão nas duas operações (Títulos Podres e Consulesa), nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Espírito Santo. Foram apreendidos aparelhos celulares, veículos, joias e equipamentos de informática, além de R$ 140 mil em espécie. "A Polícia Federal vai se empenhar, juntamente com a Receita Federal, para fazer a análise desse material e avaliar a possibilidade de outras fases da operação ou de conclusão e endereçamento ao Ministério Público e ao Judiciário", explicou o delegado Alisson Sabarense da Costa, da PF. Segundo ele, as investigações também buscam identificar se servidores públicos têm envolvimento com os crimes. Vídeos em alta no g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/07/investigacao-mira-fraudes-em-creditos-fiscais-que-causaram-prejuizo-de-r-770-milhoes-aos-cofres-publicos.ghtml


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