Quatro minas d’água são interditadas em Alfenas após análises apontarem irregularidades
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Quatro minas d’água são interditadas em Alfenas após análises apontarem irregularidades
Quatro minas d’água foram interditadas em Alfenas (MG) após análises laboratoriais apontarem alterações nos parâmetros de qualidade. Segundo a Vigilância Sanitária, a água desses locais foi considerada imprópria para o consumo humano.
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No município, é comum que moradores busquem água diretamente das minas. No bairro Santos Reis, uma das fontes segue liberada para consumo e continua sendo utilizada pela população.
O aposentado Marcionil da Cruz conta que tem o hábito de buscar água toda semana.
“Sempre pego água de mina, tanto pra mim quanto pra firma do meu sobrinho. Nunca tive problema. A gente já tem esse costume porque a água é antiga”, disse.
Quatro minas d’água são interditadas em Alfenas após análises apontarem irregularidades
Reprodução EPTV
De acordo com a Vigilância Sanitária de Alfenas, por meio de uma empresa terceirizada, 120 pontos de captação de água são analisados mensalmente, entre minas rurais e urbanas. A última testagem foi realizada em 17 de março e avaliou itens como cloro residual, coliformes totais, presença de bactérias e turbidez.
Segundo a fiscalização, diversos fatores podem contribuir para a contaminação das minas, como o acúmulo de lixo, a presença de animais e as chuvas.
“Muitas minas ficam na área urbana e, quando chove, a sujeira acaba sendo levada para esses pontos. Na zona rural, a presença de animais também pode causar contaminação. São situações que não conseguimos controlar”, explicou a fiscal sanitária Eurothildes Rohrer.
Entre os locais interditados está a mina do Residencial Oliveira, além de outros três pontos da cidade. Apesar disso, moradores relataram a ausência de avisos visíveis informando a interdição.
Quatro minas d’água são interditadas em Alfenas após análises apontarem irregularidades
Reprodução EPTV
A Secretaria de Meio Ambiente afirmou que providências estão sendo tomadas para informar a população.
“Já tem funcionário orientando sobre a proibição da coleta de água, e a placa informativa está sendo providenciada para instalação”, disse o engenheiro florestal Ademar Vilhena de Souza.
O professor de microbiologia da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) explicou que a água própria para consumo não pode apresentar bactérias associadas à contaminação fecal. Segundo ele, mesmo a água coletada de minas liberadas precisa passar por algum tipo de tratamento.
“O uso do filtro de barro é uma boa opção, desde que ele seja bem higienizado. Outra alternativa é ferver a água. O gosto pode mudar, mas basta agitar depois para oxigenar. Também é possível fazer a cloração com uma ou duas gotas de água sanitária por litro, esperando pelo menos 15 minutos”, orientou Luiz Carlos do Nascimento.
A Vigilância Sanitária reforça que a população deve evitar o consumo de água das minas interditadas até nova liberação após a realização de análises atualizadas.
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